24 de abril de 2014

Grândola, vila morena, terra da fraternidade.

"Grândola, Vila Morena", canção composta e cantada por Zeca Afonso, foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, vila do Alentejo.
A zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção foi tocada no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença. Era a senha para o arranque definitivo e simultâneo em todo o País das operações, o sinal para confirmar o início da revolução. Por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.
Em fevereiro de 2013, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias cantando "Vila Morena" como forma de protesto contra as políticas econômicas de seu governo e da troika. Dias depois esta mesma música foi cantada em Madrid na Puerta del Sol pela Solfónica quando de uma manifestação.


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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