29 de abril de 2014

O Triunfo da Vontade

"A natureza é cruel; então também estamos destinados a ser cruéis. Ao enviar a flor da juventude alemã para a chuva de metais da guerra sem o menor remorso pelo precioso sangue deles que está sendo derramado, eu deveria ter o direito de eliminar milhões de uma raça inferior que se multiplica como verme."
Adolf Hitler, 1889-1945

Durante os 21 anos entre as duas grandes guerras, chocou-se o “ovo da serpente”: a ascensão do fascismo na Itália, na Alemanha, na Espanha e em outros países. A violência da Guerra Civil Espanhola (1936-39) apontava para a grande guerra que em breve engolfaria a Europa e, pouco depois, o planeta inteiro.

Nesta aula: Nazifascismo; Guerra Civil Espanhola e Segunda Guerra Mundial.

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 A crise econômica mundial e a ascensão do fascismo na Europa - O sentido histórico da Segunda Guerra Mundial. Dois textos do professor Oswaldo Coggiola, do Departamento de História da Universidade de São Paulo

  Holocaust Memorial Museum (em português)

 Dicas de filmes:
Arquitetura da Destruição [Architektur des Untergangs]. Peter Cohen, ALE/SUE, 1989-92, 121 min. Consagrado como um dos melhores estudos sobre o nazismo, é um documentário obrigatório. Saber mais...

Noite e Neblina [Nuit et Brouillard]. Alain Resnais, com texto de Jean Cyrol. FRA, 1955, 32 min. Também obrigatório, é um dos mais importantes documentários da história do cinema. Saber mais...

Vá e Veja [Idi i Smotri]. Elem Klimov. RUS, 1985, 140 min. Impressionante e vigoroso filme russo, Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Imperdível.

Cartas de Iwo Jima [Letters From Iwo Jima]. Clint Eastwood, EUA, 2006, 140 min. A resistência dos japoneses em Iwo Jima, considerada a última linha de defesa do Japão.

A Queda! As Últimas Horas de Hitler [Der Untergang]. Oliver Hirschbiegel. ALE, 2004, 156 min. Polêmica reconstrução dos últimos doze dias da vida de Hitler, baseado nas memórias de sua secretária particular.

O Triunfo da Vontade [Triumph des Willens]. Leni Riefenstahl. ALE, 1935, 110 min. O congresso Nacional-Socialista alemão de 1934, documentado de maneira impressionante por Leni Riefenstahl, a grande cineasta do nazismo. Obrigatório! Saber mais...

Viver a Utopia é um documentário de 1997, produzido pela TVE e dirigido por Juan Gamero, no qual se descreve a experiência anarcossindicalista e anarco-comunista vivida na Espanha que transformou radicalmente as estruturas da sociedade em amplas zonas organizadas pela frente republicana - evento denominado de Revolução Espanhola, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Grécia Antiga

Kalimera / Kalispera / Kalinihxta...

Os antigos gregos dividiam a humanidade em duas categorias: os helenos (eles próprios) e os bárbaros (todos os que não falavam o idioma grego). Todavia, a essência desse “modo de ser helênico”, não foi geográfica ou lingüística, mas cultural e social. Foi uma forma de vida característica, corporificada numa instituição básica: a pólis, ou cidade-Estado, espaço das liberdades públicas.
Tal liberdade não significava apenas auto-governo ou respeito à lei e à justiça; era toda uma concepção do universo expresso na frase do filósofo grego Protágoras:
O homem é a medida de todas as coisas.”

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 Era Uma Vez em Olímpia  —  Veja como os gregos lutavam, corriam, torciam e morriam nas velhas olimpíadas
 Alexandre, o Grande  — Entrevista com gente morta. O general mais famoso de todos os tempos nos recebeu em seu palácio no outro mundo e disse que não assistiu ao filme de Oliver Stone
 Aristóteles: Máquina de Pensar  —  Nada que fosse humano lhe era estranho — nem o que se passava no céu ou na terra. Fundador da ciência, ensinou há 2 300 anos que o conhecimento depende da razão assim como dos sentidos.
 Às armas, cidadãos  —  Com os hoplitas, os gregos formam um exército constituído de cidadãos livres.
 As Origens do Pensamento Grego  —  O texto é um clássico sobre a Grécia antiga e o princípio do desenvolvimento da nacionalidade que conhecemos hoje como científica, filosófica ou, simplesmente, ocidental. Trata-se de um trecho do livro As origens do pensamento grego, do helenista francês Jean-Pierre Vernant. Nele, Vernant procura mostrar como o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico entre os gregos, em oposição ao mito, guarda profundas relações com o desenvolvimento de novas formas de organização social e de práticas políticas nas cidades-Estado.
 As Gigantes Rivais  —  Conhecidas como arqui-inimigas, Atenas e Esparta não teriam o mesmo impacto na história se não estivessem ligadas por séculos. Suas rivalidades - e alianças - ajudaram a desenhar o mundo como o conhecemos.

  Não deixe de visitar o Portal Grécia Antiga


24 de abril de 2014

Grândola, vila morena, terra da fraternidade.

"Grândola, Vila Morena", canção composta e cantada por Zeca Afonso, foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, vila do Alentejo.
A zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção foi tocada no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença. Era a senha para o arranque definitivo e simultâneo em todo o País das operações, o sinal para confirmar o início da revolução. Por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.
Em fevereiro de 2013, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias cantando "Vila Morena" como forma de protesto contra as políticas econômicas de seu governo e da troika. Dias depois esta mesma música foi cantada em Madrid na Puerta del Sol pela Solfónica quando de uma manifestação.


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Tanto mar...

Chico Buarque compôs uma belíssima canção chamada “Tanto Mar” em homenagem à Revolução de Abril em Portugal (veja post anterior). A música tem duas letras diferentes: a primeira, de 1975, foi censurada no Brasil e gravada apenas em Portugal (afinal de contas, a Revolução dos Cravos era inspiradora para quem sonhava com o fim da ditadura militar por aqui). A segunda é de 1978, quando o ímpeto revolucionário já arrefecera, e sobreviveu à censura.

O vídeo abaixo compila a primeira versão de “Tanto Mar” com uma entrevista de Chico Buarque em 1978 explicando os motivos pelos quais compusera a segunda letra, tocada em seguida.


Primeira versão (1975):

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Segunda versão (1978):

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Aqui você ouve "Fado Tropical", composição de Chico e Ruy Guerra, citada por Chico no início do vídeo.


Nota: Na canção, no primeiro trecho declamado por Ruy Guerra, a palavra "sífilis" foi vetada pela censura. A frase completa é “além da sífilis é claro”.

"Foi bonita a festa, pá..."*


Um documentário que tão bem relata a revolução de Abril e os acontecimentos posteriores, onde se discutiam de forma tão pura as ideologias que melhor defenderiam os interesses dos portugueses.
Aqueles que, no Brasil, lutavam contra a ditadura dentro do país, encheram seus corações de alegria e de esperança com aquela mensagem de otimismo vindo da velha Europa e ainda mais, falada em português! Até hoje, suas peripécias, suas venturas e desventuras são fonte de admiração e aprendizado a todos que não acham que fomos condenados a viver sob a dominação dos senhores.
Glória à "Revolução dos Cravos"! Que muitas outras abalem as estruturas deste velho e apodrecido mundo!

Documentário de Joaquim Furtado, José Solano de Almeida, Cesário Borga, Isabel Silva Costa - RTP

Ver mais: Artigo do hoje historiador/professor/doutor Valério Arcary, que participou do processo revolucionário português.

*Nota: sobre o título ver o próximo post.

21 de abril de 2014

7 de abril de 2014