5 de dezembro de 2014

Como se prende no Brasil?

O curta "Como se prende no Brasil?" aborda falhas e distorções do sistema punitivo brasileiro.
Vídeo produzido para o Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) pelo João e Maria.doc


Agradecimentos: Rede Justiça Criminal, Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas SP, Alessandra Teixeira, Douglas de Melo Martins, Fabiana Barreto, Fernando Aparecido de Oliveira, Maíra Machado, Márcia Fernandes, Renato de Vitto, Sandra Carvalho, 

1 de dezembro de 2014

Os campos de concentração do Ceará


Com as secas do início do século 20, famintos dirigiam-se à capital do Ceará, assombrando as elites que idealizavam uma Fortaleza "belle époque", moderna - e limpa. O governo criou campos cercados para confinar milhares de retirantes; hoje, alguns tentam evitar que a memória desses lugares se apague. Clique na imagem para acessar a reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo (com vídeo).

25 de novembro de 2014

23 de novembro de 2014

18 de novembro de 2014

"A cidade apresenta suas armas..."*

Kleber Mendonça e Irandhir Santos, dirigem um curta metragem explicando Recife, ou melhor, o Brasil, isto é, o mundo (do capital). O projeto Novo Recife é o antípoda de Ocupe Estelita. O shopping center é o contrário da praça pública. O novo é velho. O direito à cidade pede passagem. A vida não é mercadoria.


Saiba mais sobre o Movimento Ocupe Estelita

*Verso da música Selvagem, de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone

14 de novembro de 2014

A eternidade do poeta

Manoel de Barros, 1916 - 2014

"A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.Perdoai. Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas."


Veja aqui uma seleção com os 10 melhores poemas de Manoel de Barros.

11 de novembro de 2014

10 de novembro de 2014

9 de novembro de 2014

Tempo de protesto

Você não precisa de um meteorologista/Para saber de que lado o vento sopra
Bob Dylan "Subterranean Homesick Blues" (1965)


The Weather Underground, EUA, 2003
De Sam Green e Bill Siegel
Produção da TV pública da Califórnia.

Nota: as legendas em português são de baixa qualidade mas permitem um bom entendimento do documentário.

Eu sentia um grande ódio, um profundo ódio e enxergava nesse ódio um sintoma de elevação moral”. Essas palavras proferidas por uma integrante do Weather Underground estabelecem os sentimentos que constituem a coluna vertebral desse documentário: o ódio e a intolerância. Formado por jovens brancos e abastados de uma elite conservadora, o grupo guerrilheiro nutria uma imensa raiva à sociedade americana em geral. Todos os elementos que a compunham eram culpados. Todos os brancos, protestantes, privilegiados, carregavam consigo o gérmen do crime. Fazer parte do time dos poderosos de uma sociedade truculenta e podre, que segrega os negros e assassina seus opositores em nome da democracia, e se calar, era realmente um ato de cumplicidade. A posição cômoda de ser um privilegiado enquanto uma tempestade de injustiças acontece diante de seus olhos promove uma culpa que em alguns se transforma em apatia e em outros se transforma em revolta. Esse era o caso dos jovens do Weather Underground. Eles eram terrivelmente culpados e acreditavam que poderiam sanar esse culpa articulando a mesma linguagem de seu inimigo: a violência. “Para mudar uma sociedade violenta é necessário também ser violento”, alegava uma militante.

Tendo como opositor a sociedade como um todo e não um grupo especifico, a organização adotou como estratégia de combate a execução de uma série de atentados a lugares públicos, sempre como resposta à ataques de direita. Então, sempre que se assassinava um líder negro ou estudantil, ou que surgia uma nova atrocidade originada da política do presidente Nixon, uma nova bomba explodia. Os Weather tinham se formado a partir do movimento pacifista iniciado no começo dos anos 60 e acreditavam que clamar passivamente pela paz não os levaria a lugar nenhum.

Imperava o lema “seja marginal, seja herói”. O discurso do filme, ao construir no início um painel do período através das imagens de arquivo, onde é enfatizado o clima de revolução que se apoderava do mundo, era de que aqueles jovens estavam inseridos em um ambiente que estimulava a liberação de desejos reprimidos como o ódio e a pulsão de mudar o mundo. Era preciso urgentemente fazer alguma coisa, não era certo ficar de braços cruzados diante do quadro sanguinário que era pintado diariamente. A maioria dos ex-integrantes em seus depoimentos revelaram que a necessidade de não estar de fora daquela revolução era realmente poderosa. Fica em evidência a idéia de que o surgimento do grupo é o resultado de um específico contexto histórico: eles fizeram o que achavam que deveria ser feito naquele momento.

Em nenhuma ocasião eles são mostrados como terroristas ou jovens desmiolados, mesmo quando é relatado o incidente dos “dias de raiva”. Sendo esboçado como um ato onde todo o ódio aos dirigentes de seu país seria expressado através de dias de arruaça e quebra-quebra pelas ruas de Chicago o acontecimento serviu para demarcar o princípio do processo de declínio do movimento.É claro que este tinha sido o resultado de um plano insano e que confirmava as críticas endereçadas ao grupo. Críticas repetidas até mesmo pelos lideres dos Panteras Negras. Pode-se dizer que o Weather Underground realmente fazia uma leitura apressada e infantil do marxismo, e era ostensivamente individualista, porém essa segunda característica está presente em qualquer grupo que defende a sua verdade com absoluta veemência. Qualquer ideologia possuidora de mudar ou purificar o mundo é nociva quando para realizar esse feito é preciso passar por cima de vidas humanas.

O que vemos é que esse ódio diagnosticado pelos guerrilheiros como sintoma de uma superioridade moral é constantemente alimentado pelo estado norte-americano. As imagens da guerra do Vietnam, que já fazem parte do imaginário de qualquer cidadão contemporâneo, são no documentário mostradas na integra. Determinados trechos que foram cortados pelas televisões do mundo são aqui ressaltados, como a terrível cena da menina queimada de napalm. O que fazer em uma sociedade que cultua o ódio?

Essa é a pergunta que atormenta a mente do ex-líder do Weather Underground. Ele revela sentir a mesma inquietação e angústia que o devorava há 30 anos atrás. A ira permanece e ele não sabe o que fazer. Parece que misturado às lembranças do passado surge um sentimento de impotência, sensação que caracteriza a enorme distopia que domina a nossa época. Hoje em dia a grande utopia é ter alguma utopia. Diante desse quadro, quase todos os ex-guerrilheiros afirmam que se voltassem no tempo fariam tudo novamente. Uma delas diz que talvez fizesse com mais astúcia, mas jamais abdicaria daquela experiência. Outra, afirma que o seu maior arrependimento foi ter se calado quando se planejavam operações que poriam em risco a vida de pessoas inocentes. Já o ex-líder revela também sentir uma profunda culpa e esse parece ser o seu sentimento preponderante. A culpa que ele sentia quando era apenas um líder estudantil diante das crueldades executadas pelo seu país o fez entrar para o Weather. A culpa do passado mescla-se com a culpa do presente. O que fazer? Essa é a interrogação que surge em nossas mentes ao sairmos do plano do líder velho para a imagem do líder quando jovem.

A revolta é eterna.

Estevão Garcia

7 de novembro de 2014

Sim, somos racistas. E o racismo mata.


No Brasil, mais da metade dos homicídios (53%) atinge pessoas jovens, sendo que, deste grupo, mais de 75% são jovens negros. Grande parte dessa violência é promovida pelo Estado brasileiro através de suas polícias. Isso somado às precárias condições de vida e à negação de direitos básicos, tais como saúde, educação, segurança, moradia, transporte, acesso a universidades, à cultura e ao lazer – que atingem sobremaneira a população negra –, configura, na visão dos movimentos sociais e do movimento negro, um estado de genocídio contra a juventude e o povo negro.

Acesse o site Racismo Mata

29 de outubro de 2014

25 de outubro de 2014

"No Somos Todos: Nos Faltan Cuarenta y Tres"


26 de setembro do ano de 2014: Um grupo de estudantes da Escola Rural para Normalistas de Ayotzinaga chega até a cidade de Iguala (Estado de Guerreiro) para arrecadar subsídios para desenvolver suas atividades acadêmicas, entre elas a participação nas marchas em homenagem aos mortos de Tlatelolco, na Cidade do México. Ao saírem da empresa de ônibus Estrella Oro que os levaria à capital do país, os jovens são alvejados pela polícia, seis pessoas morrem, vinte ficam feridas e quarenta e três estudantes são “desaparecidos” pelas forças repressivas oficiais e paramilitares. O mandante do crime é ninguém menos que o prefeito de Iguala, José Luis Abarca. A partir de então uma onda de protestos toma conta do México e de suas embaixadas e consulados no exterior, exigindo respostas sobre o “desaparecimento” dos estudantes e punição aos responsáveis.
O México renasce em chamas...

Clique aqui para ler.

Veja a animação. Leia o livro!

THE OLD MAN AND THE SEA (O VELHO E O MAR).
Rússia/Canadá/Japão, 1999. Direção de Aleksandr Petrov.
Ganhador do Oscar em 2000 como melhor curta animado, a adaptação do clássico de Ernest Hemingway, "O Velho e o Mar" é uma obra prima do animador russo Alexander Petrov. O curta com pouco mais de 20 minutos de duração, demorou pouco mais de 2 anos para ser produzido, pois Petrov pintou a óleo e fotografou cada um dos 29 mil frames em quadros de vidro.
Para quem não sabe, O Velho e o Mar foi o último livro de Hemingway publicado durante a sua vida e conta a história de um velho pescador que decide enfrentar o alto mar em busca de um peixe gigante.

24 de outubro de 2014

20 de outubro de 2014

Enquanto Seu Lobo Não Vem*


O Tropicalismo foi um movimento artístico do final da década de 1960 que buscou reinventar as artes brasileiras, sobretudo a música, e romper com as tendências nacionalistas defendidas por setores de esquerda que queriam afastar a arte brasileira da influência norte-americana. Quem defendia o Tropicalismo achava impossível conciliar a evolução musical e cultural do país, e consequentemente, o progresso e o projeto de independência nacional, sem levar em conta a inserção nos acontecimentos do período, como a revolução sexual e a Guerra Fria. O movimento se apoiou em teses modernistas como o Antropofagismo, que acreditava ser possível absorver e reaproveitar de maneira benéfica os conteúdos dos produtos culturais estrangeiros.

Entre 1967 e 1968 os músicos Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, o produtor musical Rogério Duprat, o maestro Júlio Medaglia, os escritores José Agrippino de Paula e Torquato Neto, o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa e os artistas plásticos como Lygia Clark e Hélio Oiticica, entre outros, fizeram parte de um projeto criativo que resultou no disco-manifesto "Tropicália ou Panis et Circensis". A característica principal deste grupo era a miscelânea de ideias e estéticas que uniam temas urbanos e modernos aos folclóricos e populares. Na música, a guitarra elétrica e outros equipamentos elétricos apareciam ao lado de instrumentos tradicionais da música brasileira. Toda essa miscelânea resultou num momento cultural único, que ficou marcado pela explosão de ideias e também pela efemeridade. O Ato Institucional número 5, em dezembro de 1968, marcou o endurecimento da Ditadura Militar que resultou no fim da tolerância do regime em relação aos seus críticos e no exílio de milhares de intelectuais e artistas (entre eles, Caetano Veloso e Gilberto Gil).

*O título do post é o título de uma canção de Caetano Veloso.

Assista aos dois programas comandados por Charles Gavin que contam a história de um dos movimentos mais marcantes da história da MPB.



28 de setembro de 2014

Estado Islâmico: o que é, quem o financia, o que pretende?


Em poucos meses, o avanço irresistível das forças do Estado Islâmico provocou o colapso do Exército iraquiano e conquistou dezenas de cidades, algumas estratégicas, da Síria e do Iraque. No final de junho foi proclamado o novo califado. Mas de onde veio esta organização desconhecida até há uns meses? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? Por que usa práticas bárbaras? Clique aqui para acessar a matéria.

25 de setembro de 2014

12 de setembro de 2014

O Fim da História?

Um dos artigos mais pessimistas que já li na minha vida. Escrito por quem é, com os dados que apresenta, parece realista. Da invasão do Iraque ao Estado Islâmico, da ditadura militar egípcia ao massacre dos gregos praticado pelos banqueiros. E as alterações climáticas destruindo tantas espécies como o meteoro que destruiu os dinossauros. Será o fim da História, isto é, da espécie humana?

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

Noam Chomsky é linguista, filósofo e ativista político estadunidense.

2 de setembro de 2014

Ecologia: a nova religião segundo Slavoj Zizek

Zizek mostra que o enfoque dado à crise ambiental é no sentido de que todos somos responsáveis, o que não é verdade. E isso atende a interesses econômicos para impedir o desenvolvimento de Nações.
Assim, toda a política ambientalista se transforma em administração do meio ambiente, pois todos se encontram do mesmo lado, todos têm os mesmos pressupostos, não há outra opção nem outra alternativa possível. Desta forma, o discurso ecológico é apresentado como mais uma maneira de desfocar essas lutas estruturais para um problema agregador, um problema global, da humanidade, um problema de uma sociedade que não tem mais problemas político-sociais estruturais.

27 de agosto de 2014

25 de agosto de 2014

Padrões de beleza

Você se acha bonita? O que você gostaria de mudar em seu corpo?
Essas são perguntas que podem causar muito sofrimento para as mulheres. De uma maneira geral, as mulheres são muito pressionadas para se enquadrar em padrões de beleza inatingíveis. Por trás disso tudo há o machismo e também toda uma indústria, dos cosméticos àss cirurgias plásticas, que ganha muito dinheiro.
Criadores do vídeo: Camila Lustosa, Cleiton Eishima, Gabriel Furlan, Isabella Guimarães, Larissa Bernardo, Rhiana Guissardi.

31 de julho de 2014

PARAR O GENOCÍDIO EM GAZA!

Os fascistas em Tel-Aviv, gritando "não haverá aulas amanhã, não sobraram crianças em Gaza"", assim como "Eu odeio todos os árabes" e "Gaza é um cemitério". Não é uma guerra: é genocídio!
A manifestação da extrema-direita ocorreu no sábado, dia 26/07, Praça Rabin em Tel Aviv.



O vídeo pode ser visto, com legendas em inglês, no site do jornal The Telegraph, da Inglaterra.

27 de julho de 2014

20 de julho de 2014

Aos amigos tudo, aos inimigos, a lei*

"Um novo, claro Brasil
surge, indeciso, da pólvora.
Meu Deus, tomais conta de nós."
Carlos Drummond de Andrade, outubro, 1930

Era Vargas, 1930-1954
Getúlio Vargas governou o país em dois períodos: de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Sua longa permanência no poder tornou-o uma das personalidades mais marcantes da vida política nacional no século XX, e permitiu que se falasse em uma "Era Vargas".

"O Brasil nada teme no presente, orgulha-se do passado e confia, serenamente, no futuro."
Getúlio Vargas

* A frase é comumente atribuída a Getúlio.

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 Saiba mais. Visite:
Ambos produção do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas..

Um homo politicus na era das massas, por Edgar De Decca - Ao contrário de líderes fascistas como Hitler e Mussolini, Getúlio Vargas não se firmou nas fileiras de um partido político de massa. Sua popularidade foi conquistada por meio da manipulação de instrumentos de propaganda que ele próprio criou.
A volta do caudilho - Entrevista com gente morta - Citado tantas vezes por aqui, Getúlio resolveu nos dar sua versão dos fatos
Antídoto para a luta de classes - As origens e os mitos do trabalhismo de Getúlio Vargas, concebido como instrumento de conciliação e dique para impedir levantes contra o capital.
Alma e corpo de uma raça, por Maurício Barreto Alvarez Parada - A figura do jovem escolar nacional “sadio” e “controlado”, com gestos graciosos e medidos, fazia dele um padrão de civilidade e civismo. A educação física tornou-se uma disciplina moral, fornecendo subsídios para a construção de valores públicos e coletivos, como as ideias de solidariedade com a comunidade nacional, ordem e saúde.
O Legado de Vargas - Meio século depois do fatídico suicídio do estadista, ainda pairam controvérsias acerca do real significado da Era Vargas
O petróleo é nosso! - Debates que antecederam a criação da Petrobras, em 1953, desencadearam uma das maiores mobilizações populares da história do país
Nazistas: Eles estão entre nós - O nazismo no Brasil
Juventude hitlerista à brasileira - Na Alemanha, Hitler sonhava com jovens que iriam construir o novo mundo nazista. No Brasil de Var-gas, crianças cantavam hinos, em boa parte das vezes sem entender seu significado político
Fascismo à brasileira, por René E. Gertz - O integralismo.

 1930 - Tempo de Revolução
Refletindo os últimos anos da República Velha. Os brasileiros do início século XX, que começara realmente apenas em 1914 com a eclosão da Primeira Grande Guerra, entravam nos anos 1920 condenados à modernidade. O ambiente era de insatisfação com as velhas oligarquias, quando a política Café com Leite ainda vigorava, alternando a manutenção do poder entre São Paulo e Minas Gerais, e com o voto aberto que facilitava a fraude por meio do cabresto. Em contraste surgiria uma nova classe intelectual disposta a romper com o passado e abrir as portas para a modernidade, como os artistas que escandalizaram o país na Semana de Arte Moderna. 
Permeado por depoimentos de historiadores, como Boris Fausto e Antonio Candido, entre outros, o filme é ilustrado com imagens poucas vezes vistas dos primeiros focos de revolta, como o movimento tenentista de São Paulo, ocorrido em 1924, e outros eventos políticos que antecederam a tomada do Palácio do Catete e a chegada de Vargas ao poder em 1930.
Direção: Eduardo Escorel

Guerra improvável. Paz impossível.

"A Guerra Fria foi um período em que a guerra era improvável, e a paz, impossível."

Com essa frase, o pensador Raymond Aron definiu o período em que a opinião pública mundial acompanhou o conturbado relacionamento entre os Estados Unidos e a União Soviética.

A divisão do mundo em dois blocos, logo após a Segunda Guerra Mundial, transformou o planeta num grande tabuleiro de xadrez, em que um jogador só podia dar um xeque-mate simbólico no outro. Com arsenais nucleares capazes de destruir a Terra em instantes, os jogadores, Estados Unidos e União Soviética, não podiam cumprir suas ameaças, por uma simples questão de sobrevivência.

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 A Guerra Fria - Um panorama da Guerra Fria, desde o fim da Segunda Guerra Mundial até a primeira metade dos anos 90.

 Imperdível!  'The Atomic Cafe' (1982) é um aclamado documentário sobre o início da era da guerra nuclear, criado a partir de uma ampla gama de filmes de arquivo do 1940, 1950 e 1960 - incluindo clipes, noticiários de televisão, filmes produzidos pelo governo dos EUA (incluindo filmes militares de treinamento), anúncios de televisão e programas de rádio, noticiários reflete o entendimento predominante da mídia e do público. Ajuda a compreender o "modo de ser" do estadunidense médio - que é filho da geração criada com a neurose da bomba e a manipulação governamental das informações. Interessante ver o medo (talvez pela primeira vez) tornando-se mercadoria em larga escala, fenômeno comum ainda hoje.
Produzido e dirigido por Jayne Loader, Kevin Rafferty e Pierce Rafferty.
PS.: Para quem gosta de cinema, o documentário é também uma aula de edição.


E uma animação russa de 1963...

18 de julho de 2014

12 de julho de 2014

Não, não é uma guerra. É um massacre.


Leia o artigo Sionismo e limpeza étnica do povo palestino, de Soraya Misleh

Sobre a cobertura da mídia, a charge é esclarecedora.

E, explicando o que ocorre de maneira sintética:


30 de junho de 2014

Rio em Chamas

RIO EM CHAMAS é um filme-manifestação que fala da crise social por que passa a cidade do Rio de Janeiro e dos protestos públicos que se tornaram constantes desde meados de 2013. Como uma manifestação, é composto pelos múltiplos pontos de vista de seus vários realizadores, unindo testemunhos, ficção, registros documentais e animações, sem pretender apresentar uma visão totalizante dos acontecimentos que vêm se acumulando desde então, mas sim tomar parte deste momento.

Elenco: Carol Pucu, Patricia Melo, Samuel Toledo, Richard Rebelo, Paulo Tiefenthaler, Luiz Bello, Luiz Henriques, Luiza Cascon, André Sampaio
Diretores: Daniel Caetano, Eduardo Souza Lima, Vinícius Reis, Cavi Borges, Diego Felipe Souza, Luiz Claudio Lima, Ana Costa Ribeiro, Ricardo Rodrigues, Vítor Gracciano, Luiz Giban, Clara Linhart e André Sampaio
Músicas: Marcelo Carneiro, Black Future, Rafael Bordalo

22 de junho de 2014

Adeus, Rose Marie Muraro

Trecho do documentário "Memórias de Uma Mulher Impossível", de Márcia Derraik. Traça uma espécie de mosaico sobre a vida e obra de Rose Marie Muraro (1930-2014). Mulher fora de todos os parâmetros, lúcida, implacável e sempre atualizada, leitora incansável, superando as limitações de sua visão (“nasci quase cega”) traçou em vida um belíssimo itinerário, incansável e provocador. Adeus, Rose Marie Muraro.

17 de junho de 2014

Stonewall, 45 Anos: Foi assim que tudo começou.

"Vocês acham que os homossexuais estão se revoltando? Podem apostar seus belos traseiros que sim."
[Trecho de um panfleto distribuído em 1969]



No dia 28 de junho de 1969, cansados da repressão protagonizada pela polícia do estado de Nova Iorque, gays, lésbicas, travestis e todos aqueles que frequentavam um bar chamado Stonewall Inn resolveram não mais se calar  diante de tanta violência e iniciaram uma grande rebelião. Eles enfrentaram a polícia com pedras e garrafas como armas de defesa do movimento, tomaram as ruas e prolongaram o embate físico por quatro dias de intensas batalhas, armando barricadas e resistindo à violência do Estado. Um ano depois, mais de 10 mil homossexuais marcharam pela cidade comemorando o primeiro aniversário da rebelião de Stonewall e reafirmando sua capacidade de organização e de vontade para lutar por seus direitos. A partir de então, o dia 28 de junho passou a ser o dia do Orgulho Gay e o exemplo foi seguido em diversos países. Nesse dia, os homossexuais afirmam sua história de resistência e combate à homofobia.

Para saber mais (áudio em espanhol, sem legendas): Stonewall "La rebelión gay", documentário de 2012 produzido pela Radio y Televisión Española.

16 de junho de 2014

O racismo desumaniza

Mbuyisa Makhubo carrega o corpo do seu amigo de 13 anos de idade, Hector Petersen.

A foto do jovem Peterson, assassinado a balas pelas forças do apartheid e carregado por um de seus companheiros aos prantos deu a volta ao mundo e originou uma mobilização internacional sem precedentes contra o regime racista de Pretória.

Em 16 de junho de 1976, milhares de estudantes sul-africanos "enraivecidos e audazes", como os definiu Nelson Mandela, mudaram a situação tanto em seu país como no exterior, onde as imagens da repressão brutal e cega do regime segregacionista tiveram um enorme impacto.

Os jovens começaram a pensar que os mais velhos não lutavam o suficiente, que deviam fazer algo.

O fator que desencadeou este movimento foi a decisão do governo do apartheid de impor o afrikaans como a língua de ensino, juntamente com o inglês.

Tratava-se de uma medida humilhante e cruel porque o afrikaans não só é "a língua do opressor", mas que vários estudantes negros falavam pouco ou mal este idioma, surgido do holandês.

"Os alunos não conseguiam aprender em afrikaans e os professores não podiam ensinar nesta língua", explicou Naledi Pandor, que vivia no exílio na época da rebelião e foi ministra da Educação após o fim do apartheid.

"Era uma política estúpida", mediante a qual o governo do apartheid esperava "impor sua ideologia", acrescentou.

Na manhã do dia 16, milhares de estudantes invadiram as ruas de Soweto, um município do sudoeste de Johannesburgo.

A manifestação começou em calma, mas se descontrolou quando a polícia abriu fogo.  Os estudantes responderam atirando pedras. Em seguida, houve cenas de pânico.

Aquele dia deu origem a uma onda de indignação no exterior e marcou na África do Sul o ponto de partida de uma rebelião que se espalhou por todo o país e em poucas semanas deixou centenas de mortos: cerca de 700 outros manifestantes perderiam a vida nas manifestações que se seguiram (oficialmente, 95).

"Os acontecimentos deste dia tiveram repercussões em todos os municípios da África do Sul. Os funerais das vítimas das violências do Estado se tornaram locais de motins nacionais. Subitamente, os jovens sul-africanos se deixaram levar por um espírito de protesto e rebelião", escreveu em suas memórias o ex-presidente sul-africano e Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela.

Embora esta decisão de impor o afrikaans tenha sido um detonador, esta revolta traduziu também um agudo sentimento de frustração e uma profunda cólera. Foi a conseqüência de uma segregação racial sistemática, acentuada por um contexto econômico difícil depois da euforia dos anos 60, cujas conseqüências foram pagas em primeiro lugar pelos negros.

O dia 16 de junho é atualmente feriado na África do Sul e Dia da Criança Africana.

27 de maio de 2014

22 de maio de 2014

Protestar não é crime!

A Anistia Internacional lançou vídeo “No foul play Brazil” na qual é encenada uma partida de futebol entre manifestantes e policiais. O vídeo mostra cenas de violência policial, repressão e uso desproporcional da força nos recentes protestos do Brasil.


"Todas as pessoas têm o direito de protestar de maneira pacífica – exercer seu direito humano a liberdade de expressão e manifestação pacífica – e o governo brasileiro tem a obrigação de garantir que possam exercê-lo. Por isso estamos dando o cartão amarelo ao governo brasileiro!”

12 de maio de 2014

Nós, os culpados


"A exaltação da inocência de Fabiane revela a não inocência da sociedade brasileira na série de linchamentos que vem atravessando o país..."
"Na internet, o humano perdeu o pudor de suas vísceras. Em vez de ocultá-las, passou a exibi-las como um troféu de autenticidade..."
"Chorar pelos inocentes é fácil. O que nos define como indivíduos e como sociedade é a nossa capacidade de exigir dignidade e legalidade no tratamento dos culpados..."

Leia o artigo de Eliane Brum, do El País.

11 de maio de 2014

Dia das mães, história da mulher


A história permite aos homens perguntarem-se: de onde viemos, para onde vamos, quem somos? Para a primeira questão, a resposta é certa: “No começo era a mãe; o verbo veio mais tarde”. Se não tivéssemos conhecido o ato de partilhar cuidados e ternura, não estaríamos vivos. A história do homem é, portanto, a história de suas mães, a história das mulheres. Continue lendo...

O longo alcance da razão

Veja este animado diálogo socrático! Numa época em que a irracionalidade parece governar a política e a cultura, teria o pensamento racional finalmente perdido sua força? Veja como o psicólogo Steven Pinker é brilhantemente convencido pela filósofa Rebecca Newberger Goldstein, que a razão é, na verdade, o principal motor do progresso moral humano, mesmo se o seu efeito por vezes levar gerações para se desenrolar. O diálogo foi gravado ao vivo no TED e animado com detalhes incríveis.

29 de abril de 2014

O Triunfo da Vontade

"A natureza é cruel; então também estamos destinados a ser cruéis. Ao enviar a flor da juventude alemã para a chuva de metais da guerra sem o menor remorso pelo precioso sangue deles que está sendo derramado, eu deveria ter o direito de eliminar milhões de uma raça inferior que se multiplica como verme."
Adolf Hitler, 1889-1945

Durante os 21 anos entre as duas grandes guerras, chocou-se o “ovo da serpente”: a ascensão do fascismo na Itália, na Alemanha, na Espanha e em outros países. A violência da Guerra Civil Espanhola (1936-39) apontava para a grande guerra que em breve engolfaria a Europa e, pouco depois, o planeta inteiro.

Nesta aula: Nazifascismo; Guerra Civil Espanhola e Segunda Guerra Mundial.

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 ATIVIDADE: Clique aqui para acessar a atividade (É optativa.)

 A crise econômica mundial e a ascensão do fascismo na Europa - O sentido histórico da Segunda Guerra Mundial. Dois textos do professor Oswaldo Coggiola, do Departamento de História da Universidade de São Paulo

  Holocaust Memorial Museum (em português)

 Dicas de filmes:
Arquitetura da Destruição [Architektur des Untergangs]. Peter Cohen, ALE/SUE, 1989-92, 121 min. Consagrado como um dos melhores estudos sobre o nazismo, é um documentário obrigatório. Saber mais...

Noite e Neblina [Nuit et Brouillard]. Alain Resnais, com texto de Jean Cyrol. FRA, 1955, 32 min. Também obrigatório, é um dos mais importantes documentários da história do cinema. Saber mais...

Vá e Veja [Idi i Smotri]. Elem Klimov. RUS, 1985, 140 min. Impressionante e vigoroso filme russo, Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Imperdível.

Cartas de Iwo Jima [Letters From Iwo Jima]. Clint Eastwood, EUA, 2006, 140 min. A resistência dos japoneses em Iwo Jima, considerada a última linha de defesa do Japão.

A Queda! As Últimas Horas de Hitler [Der Untergang]. Oliver Hirschbiegel. ALE, 2004, 156 min. Polêmica reconstrução dos últimos doze dias da vida de Hitler, baseado nas memórias de sua secretária particular.

O Triunfo da Vontade [Triumph des Willens]. Leni Riefenstahl. ALE, 1935, 110 min. O congresso Nacional-Socialista alemão de 1934, documentado de maneira impressionante por Leni Riefenstahl, a grande cineasta do nazismo. Obrigatório! Saber mais...

Viver a Utopia é um documentário de 1997, produzido pela TVE e dirigido por Juan Gamero, no qual se descreve a experiência anarcossindicalista e anarco-comunista vivida na Espanha que transformou radicalmente as estruturas da sociedade em amplas zonas organizadas pela frente republicana - evento denominado de Revolução Espanhola, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Grécia Antiga

Kalimera / Kalispera / Kalinihxta...

Os antigos gregos dividiam a humanidade em duas categorias: os helenos (eles próprios) e os bárbaros (todos os que não falavam o idioma grego). Todavia, a essência desse “modo de ser helênico”, não foi geográfica ou lingüística, mas cultural e social. Foi uma forma de vida característica, corporificada numa instituição básica: a pólis, ou cidade-Estado, espaço das liberdades públicas.
Tal liberdade não significava apenas auto-governo ou respeito à lei e à justiça; era toda uma concepção do universo expresso na frase do filósofo grego Protágoras:
O homem é a medida de todas as coisas.”

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 Era Uma Vez em Olímpia  —  Veja como os gregos lutavam, corriam, torciam e morriam nas velhas olimpíadas
 Alexandre, o Grande  — Entrevista com gente morta. O general mais famoso de todos os tempos nos recebeu em seu palácio no outro mundo e disse que não assistiu ao filme de Oliver Stone
 Aristóteles: Máquina de Pensar  —  Nada que fosse humano lhe era estranho — nem o que se passava no céu ou na terra. Fundador da ciência, ensinou há 2 300 anos que o conhecimento depende da razão assim como dos sentidos.
 Às armas, cidadãos  —  Com os hoplitas, os gregos formam um exército constituído de cidadãos livres.
 As Origens do Pensamento Grego  —  O texto é um clássico sobre a Grécia antiga e o princípio do desenvolvimento da nacionalidade que conhecemos hoje como científica, filosófica ou, simplesmente, ocidental. Trata-se de um trecho do livro As origens do pensamento grego, do helenista francês Jean-Pierre Vernant. Nele, Vernant procura mostrar como o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico entre os gregos, em oposição ao mito, guarda profundas relações com o desenvolvimento de novas formas de organização social e de práticas políticas nas cidades-Estado.
 As Gigantes Rivais  —  Conhecidas como arqui-inimigas, Atenas e Esparta não teriam o mesmo impacto na história se não estivessem ligadas por séculos. Suas rivalidades - e alianças - ajudaram a desenhar o mundo como o conhecemos.

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