2 de fevereiro de 2014

O Fardo do Homem Branco

Os povos civilizados têm o direito de intervir sobre os outros como uma educação ou tutela, temporária ou permanente; há países e raças nos quais a civilização não pode nascer espontaneamente, devendo chegar por importação."
Paul Leroy

"Senhores é preciso falar abertamente que as raças superiores tem o dever de civilizar as raças inferiores."
J. Ferry

"Não vamos deixar a África para os pigmeus, quando uma raça superior se está multiplicando... Esses indígenas estão destinados a serem dominados por nós... O indígena deve ser tratado como uma criança, e o direito eleitoral lhe é proibido pelas mesmas razões do álcool."
Cedil Rhodes

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Texto resumo
Atividades

Na Estante:
Interpretações clássicas do imperialismo
Eduardo Barros Mariutti
Partindo do modo como se estabelece a relação entre imperialismo e capitalismo, o artigo discute as principais características do debate “clássico” sobre o imperialismo, situando as interpretações no contexto em que foram produzidas, mas com vistas a destacar os pontos de maior interesse para o debate contemporâneo. 

O “novo imperialismo”: ajustes espaço-temporais e acumulação por desapossamento?
 David Harvey
Processos predatórios de desapossamento, com diversos recursos à violência, o que passa pela intervenção estatal, longe de se restringirem a um momento encerrado na pré-história do capitalismo, constituem, ao lado da reprodução ampliada, um dos eixos fundamentais da expansão deste modo de produção e seu exame é imprescindível para a compreensão do “novo imperialismo”. 

“Globalização”: a nova face do velho imperialismo 
José Rubens Mascarenhas de Almeida
O texto pretende contribuir para o estudo das relações capitalistas espraiadas na periferia do sistema e suas conseqüências econômicas e sócio-políticas a partir dos anos 70 do século XX. Para tanto, examina-se a essência das políticas neoconservadoras postas em prática pelo capital financeiro a partir da atual crise sistêmica e seus conseqüentes reajustes. Duas hipóteses centrais e complementares orientam o exame desses objetos: a ‘globalização’ enquanto elemento de retórica do discurso ideológico dominante e o processo de transnacionalização enquanto reprodutor histórico de assimetrias como forma de dominação característica do fenômeno imperialista clássico. 

Imperdível: Queimada [Quemada / Burn]. Dir.: Gillo Pontecorvo. ITA/FRA, 1969. Com Marlon Brando e Evaristo Marquex.
"Queimada é um filme histórico exemplar. Esse gênero, na maioria dos casos, se preocupa muito com figurinos, com a exatidão factual (como se ela fosse um dado evidente), com a escolha de atores que sejam parecidos, no físico, aos personagens reais que representam, etc. Buscam, no melhor dos casos, a verossimilhança a todo preço, e esta costuma ser pensada em termos acadêmicos. Daí o cheiro de mofo que se desprende da maioria deles.
Pontecorvo, ao contrário, subverte essa equação museológica. Trata a sua história com senso de espetáculo, mas ambienta a trama numa ilha que não existe de verdade e põe em cena personagens saídos de sua imaginação. O que há de real – e de bem real no caso – é o processo que ele analisa e desmonta. Em Queimada está em cena não uma representação de fatos históricos, mas o próprio modo de funcionamento da História." (Luiz Zanin)


Título do post: Do poema "The White Man's Burden" escrito pelo poeta inglês Rudyard Kipling (1899).
Imagem que ilustra o post: O “Colosso de Rhodes” - Charge com o colonizador britânico Cecil John Rhodes (1853 —1902) e seu projeto de construção de uma estrada de ferro que ligaria o Cairo, no Egito, ao Cabo, na África do Sul, nunca realizado.

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