26 de fevereiro de 2014

Eles ousaram! A Revolução Russa

A Revolução Russa de 1917 aconteceu em meio à Primeira Guerra Mundial. A Rússia dos czares, atrasada em relação á industrialização, estava despreparada para uma guerra moderna, como foi a 1ª GM.
Em 1917, a burguesia russa tomou o poder durante alguns meses; mas não conseguiu manter-se nele, pois já havia uma classe operária organizada nas grandes cidades. Em novembro de 1917, o proletariado assume a frente do processo histórico que mudaria a história russa e influenciaria boa parte do século XX. A revolução já não é burguesa, mas proletária.

"A história não nos perdoará se não assumirmos o poder agora".
Lênin, 1917

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 Resumo

 Ilusões revolucionárias - Embalados pelo sucesso da Revolução Russa, anarquistas tramaram uma insurreição fracassada no Rio de Janeiro, em 1918, mas com efeitos positivos para a classe operária 
 Revolução Russa no Arquivo Marxista na Internet 
 Rússia Soviética em Cartaz - A revolução russa de 1917 vista a partir dos inúmeros cartazes publicados antes e depois de outubro. 

Revolução Comunista na Rússia: Outubro Vermelho - 1917, Rússia: a primeira revolução comunista vitoriosa da história. Operários, camponeses e soldados pegavam em armas para aniquilar a burguesia. E viravam protagonistas do acontecimento mais importante do século 20
Lênin: Sonhador e Pragmático - Comandante da Revolução Russa e criador de toda uma corrente do marxismo, Lênin não abria mão de sonhar - mas sempre com os pés muito bem fincados no chão
Lênin - O Revolucionário Discreto - Intelectual por excelência, o líder da Revolução Russa mudou o curso do mundo no século XX. Era avesso a qualquer ostentação: quando passou a morar no Kremlin escolheu um modesto aposento.
Os Dez Dias que Abalaram o Mundo - Trecho do livro de John Reed
Czarismo: Retrato do Inferno - Camponeses vivendo na miséria, operários superexplorados e guerra contra o Japão criaram na Rússia o cenário perfeito para uma fogueira revolucionária
Antecedentes da Revolução Russa: A Era das Contradições - Quanto mais os capitalistas ganhavam dinheiro, mais os trabalhadores eram explorados. Desse conflito nasceriam as insurreições operárias, o marxismo e as revoluções socialistas
Trotski: o Poeta da Luta Armada - Ovelha negra entre os revolucionários russos, Trotski incomodou até o fim de seus dias e acabou assassinado - por ordem de Stálin - com uma picaretada na cabeça
Rosa Luxemburgo - Um olhar crítico sobre a revolução

 Dicas de filmes:
Outubro (Oktyabr), Sergei Eisenstein e Grigory Alexandrov, URSS/Rússia, 1927,103 min.
Reconstituição da Revolução Bolchevista de 1917, com roteiro baseado no livro Os Dez Dias que Abalaram o Mundo, de John Reed. Participaram deste filme,  que utiliza técnicas experimentais e sofisticados efeitos de montagem, operários, soldados e marinheiros que fizeram parte da revolução.

Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), Sergei Eisenstein, URSS/Rússia, 1925, 74 min. Um dos filmes mais importantes da história do cinema. A história do levante dos marinheiros do Potemkin e da Revolução de 1905 ("o ensaio geral").
Trecho: O massacre do povo de Odessa pela guarda imperial do Czar durante a Revolução de 1905. Cena do filme Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein (1925). A escadaria de Odessa. Os soldados em descida ritmada. O massacre. Os tiros. A multidão em fuga. A poderosa montagem. O grito da mãe com a criança morta nos braços. O carrinho de bebe. O plano do rosto da mãe em pânico. O homem sem pernas. A criança pisada. Cinema puro.


Anna dos 6 aos 18 (Anna: Ot shesti do vosemnadtsati), Nikita Mikhalkov, Rússia, 1993, 95 min. A filha do diretor responde, em várias ocasiões de sua vida, dos 6 aos 18 anos, às mesmas perguntas: O que mais ama? O que odeia mais? O que amedronta mais? O que você mais quer? Entre cada sessão de respostas, são mostrados fatos da história da União Soviética, como a morte do presidente Leonid Brejnev, a visita de Kissinger ao país, a ascensão de Gorbachev e o fim da URSS.

Reds (Reds) Warren Beatty, EUA, 1982, 184 min. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, John Reed, um jornalista americano, conhece Louise Bryant, mulher casada que larga o marido para ficar com ele e se torna uma importante feminista. Os dois se envolvem em disputas políticas e trabalhistas nos Estados Unidos e vão para a Rússia a tempo de participarem da Revolução de outubro de 1917, quando os comunistas assumiram o poder. Este acontecimento inspira o casal, que volta à América esperando liderar uma revolução semelhante. Baseado em fatos reais.

A Primeira Guerra Mundial

As lâmpadas estão se apagando na Europa inteira. Não as veremos brilhar outra vez em nossa existência.”
Edward Grey, Secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, agosto de 1914

A Primeira Guerra Mundial  (1914-1918) foi a culminância de um amplo processo de competição de mercados e de conflitos entre velhos e modernos Estados europeus, particularmente entre Alemanha, Inglaterra e França. A corrida armamentista entre a França revanchista e a Alemanha expansionista e a disputa dos mares com a Inglaterra levaram à primeira conflagração mundial. Além disso, a necessidade de conquista de novos mercados era uma decorrência dos avanços do capitalismo. (...)

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 Resumo

 Dossiê - Primeira Guerra Mundial da Revista de História da Biblioteca Nacional
 Copa surgiu para curar as feridas da Primeira Guerra Mundial - Eleito presidente da FIFA em 1921, Jules Rimet tinha o projeto de usar o futebol para aproximar os povos após o conflito. 

 Dicas de filmes:
St. George Shoots the Dragon (Sveti Georgije Ubiva Azdahu). Srdjan Dragojevic. Ser. 2009, 120 min. História ambientada em 1914 num vilarejo da Sérvia, às margens do rio Sava, pertencente ao Império Austro-Húngaro. A população local está dividida entre duas facções radicalmente opostas: um exército de jovens recrutas saudáveis e veteranos inválidos que lutaram nas duas últimas guerras nos Bálcãs. Há, evidentemente, uma animosidade gigante entre esses dois grupos. Assim que começa a Primeira Guerra Mundial a população saudável se mobiliza. Os inválidos são deixados para trás ao lado das mulheres e crianças. Mas eis que chegam notícias dando conta de que o jovem exército está sendo massacrado pelos inimigos nas trincheiras. Para prevenir o pior, o Alto Comando Sérvio decide colocar os tais inválidos no front de guerra. Adaptação de uma famosa peça de teatro escrita em 1984 por Dusan Kovacevic, por sua vez inspirada em fatos reais contados pelo avô de Kovacevic.

A Casa das Cotovias (La Masseria delle Allodole). Paolo e Vittorio Taviani. Ita. 2007, 122 min. A saga começa com a família Avakian, liderada por Aram e a matriarca Armineh. Donos de uma propriedade na Armênia chamada de a "Casa das Cotovias", eles não percebem que o governo turco prepara uma guerra contra o seu país. Todos os homens da família acabam executados e as mulheres são enviadas para morrer no deserto. O longa é sobre o genocídio armênio ocorrido entre 1915-1917, e que é considerado um dos precursores do Holocausto, embora até hoje seja negado pelo governo turco.


A Grande Ilusão (La Grande Illusion). Jean Renoir. Fra. 1937, 144 min. Durante I Guerra Mundial, dois soldados franceses são capturados pelas tropas alemãs. O Capitão Boeldieu é um aristocrata enquanto o Tenente Marechal era um simples mecânico quando ainda civil. Eles conhecem outros prisioneiros de diversas origens e fazem amizade com um companheiro chamado Rosenthal. Após tentarem fugir por diversas vezes, eles são separados do novo amigo e enviados para um fortaleza. É lá que Boeldieu faz amizade com um oficial alemão chamado Van Rauffenstein, também de origem aristocrática.
Nota: um clássico do cinema.

Meu Filho Jack (My Boy Jack). Brian Kirk. Ing., 2007, 93 min. A Guerra com a Alemanha é iminente. Rudyard Kipling, o maior defensor do Império Britânico, está no ápice de sua fama literária. A primeira Guerra Mundial começa, e o filho de Kipling, Jack, está determinado a lutar, mas o exército e a marinha o rejeitam pois ele tem uma visão muito debilitada. Destemido, Kipling usa a sua influência para Jack conseguir se juntar às tropas Irlandesas, causando um confronto familiar. Jack vai à Guerra e é dado como desaparecido, ferido, na primeira ação dele. A família Kipling vive em uma utópica esperança, em busca do filho.
Nota: história baseada em fatos reais. No destaque: Cena final do filme. Rudyard Kipling escreveu esse poema em 1915, para o seu filho Jack que morreu na guerra.


Flyboys (Flyboys). Tony Bill. Fra/EUA. 2006, 139 min. Nota: vale apenas pelas cenas de combate aéreo.

Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). Stanley Kubrick. EUA. 1957, 87 min. Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau, um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras. Mas não é obedecido neste pedido absurdo, então resolve pedir o julgamento e a execução de todo o regimento por se comportar covardemente no campo de batalha e assim justificar o fracasso de sua estratégia militar. Depois concorda que sejam cem soldados e finalmente é decido que três soldados serão escolhidos para servirem de exemplo, mas o coronel Dax não concorda e decide interceder de todas as formas para tentar suspender esta insana decisão.
Nota: um clássico!


Feliz Natal (Joyeux Noël). Christian Carion. Fra. 2005, 116 min. Nota: baseado num fato real: na véspera do Natal de 1914, oficiais e soldados que diariamente massacravam uns aos outros desde trincheiras distantes apenas 100 metros umas das outras depuseram suas armas para compartilhar vinho e comida, trocar fotos e recordações e ainda disputar uma partida de futebol na neve.

A Reforma Religiosa

O crescente desprestígio da igreja do Ocidente, mais interessada, nos séculos XIV e XV, no próprio enriquecimento material do que na orientação espiritual dos fiéis; a progressiva secularização da vida social, imposta pelo humanismo renascentista; e a ignorância e o relaxamento moral do baixo clero foram os fatores que desencadearam a Reforma e a Contrarreforma.
Reforma foi o movimento radical registrado na igreja do Ocidente ao longo do século XVI e que, ultrapassando questões disciplinares, deixou à mostra problemas doutrinários de transcendência vital para o cristianismo. As profundas divergências levaram à cisão de algumas igrejas que foram chamadas, de forma global, protestantes.

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 Resumo

A Contrarreforma - A reação da Igreja Católica
Calvino, 500 - Analise da obra do reformador francês que levou a teologia cristã a seus limites lógicos e terminou por sacrificar a ideia de um Deus amoroso e clemente.
Reforma Demolidora - No século XVI, Martinho Lutero iniciou a Reforma Protes-tante. O movimento - que incluiu renovação espiritual, mudanças sociais e politicagem - rachou a Europa e ajudou a forjar o mundo atual
Calvinismo e Capitalismo - Texto extraído da obra A religião e o surgimento do capitalismo, do historiador inglês R. H. Tawney

 Dicas de filmes:
Lutero [Luther]. Eric Till. ALE/EUA, 2003, 112 min. 
Cinebiografia de Martinho Lutero com alguns momentos de brilho.


A Rainha Margot [La Reine Margot]. Patrice Chéreau. FRA, 1994, 162 min.
Na França do século XVI o casamento entre uma católica e um protestante, feito para acabar com as disputas religiosas locais, acaba desencadeando um violento massacre.

16 de fevereiro de 2014

15 de fevereiro de 2014

A Música e a História


Katyusha, em russo Катюша, é uma das mais conhecidas canções russas, da época da Segunda Guerra Mundial, sobre uma jovem e seu amado que participa da guerra em um local distante. A música foi composta em 1938 por Matvei Blanter e a letra escrita por Mikhail Isakovsky.
A canção se tornou popular na voz de Lidiya Ruslanova no final dos anos 1930. A cantora chegou a interpretá-la às portas do Reichstag destruído, após a Batalha de Berlim.
A melodia é utilizada na canção italiana da resistência anti-fascista, chamada "Fischia il vento".
Nos anos de guerra, uma estrofe tornou-se popular entre os soldados soviéticos:

Пусть «Фриц» помнит русскую «Катюшу»,
Пусть услышит, как она поет:
Из врагов вытряхивает души,
А своим отвагу придает!

Que "Fritz"¹ se lembre da "Katyusha" russa,
Que ele ouça, como ela canta:
Dos inimigos sacudindo a alma,
E lançando-a à sua coragem!

1. (Fritz - nome alemão estereotipado entre os russos.)

A música acabou também por apelidar uma das armas do Exército Vermelho: o lançador de foguetes Katyscha.


Com dados da Wikipedia.

11 de fevereiro de 2014

As Jornadas de Junho

Realizado a partir de entrevistas com ativistas de cinco capitais brasileiras, o material não é apenas uma ferramenta para o debate e a compreensão das Jornadas de Junho, mas também um instrumento de organização da luta política, característica marcante da militância audiovisual de Carlos Pronzato, que também dirigiu, entre outros, "O Panelaço - a rebelião argentina" (2002) e "Carlos Marighella - Quem samba fica, quem não samba vai embora" (2011).

Comentário Humanitas: Há análises muito boas, outras são unilaterais por refletirem uma visão do movimento que é apenas a autonomista. A ausência de organicidade, o espontaneísmo, o anarquismo difuso, a falta de profundidade programática são reais, mas devem ser vistos mais como defeitos do que como virtude.


Direção, roteiro e concepção: Carlos Pronzato
Direção de produção: Cristiane Paolinelli 
Edição: Ricardo Gomes (Coletivo Das Lutas RJ)
Edição teasers e pesquisas de imagens adicionais: Richardson Pontone
Trilha: Apanhador Só - "Feliz 2014" e El Efecto - "Pedras e sonho" 
Realização: Lamestiza Audiovisual

10 de fevereiro de 2014

Você vai ver o que você vai ver...


O vídeo acima, por mais incrível que pareça, mostra um detalhe de uma animação gráfica, publicada por Chris Jones em seu canal no YouTube. Conforme ele informa na descrição, trata-se de um trabalho em andamento utilizando as ferramentas Lightwave e Sculptris. Você pode conferir mais trabalhos do autor em seu site oficial. É para ficar impressionado ou não?

Com informações do TECMUNDO

3 de fevereiro de 2014

O Drama Silencioso da Fotografia

O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha uns 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

2 de fevereiro de 2014

Pré-História

Nesta aula, uma visão geral sobre a pré-história.
A definição de pré-história, criada no século XIX, refere-se ao período anterior ao aparecimento da escrita, pois acreditava-se que somente as sociedades que a desenvolveram eram históricas.
Hoje, embora continuemos a utilizar a expressão e sua definição, sabemos que todas as sociedades são históricas. Na ausência da escrita, sua história pode ser reconstituída a partir das tradições orais, mitos, monumentos, utensílios...

Básico:
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Resumo

Mais...
Origem do Homem Americano

Na rede: 
Atlas Virtual da Pré-História
Como Era o Sexo na Pré-História

O Fardo do Homem Branco

Os povos civilizados têm o direito de intervir sobre os outros como uma educação ou tutela, temporária ou permanente; há países e raças nos quais a civilização não pode nascer espontaneamente, devendo chegar por importação."
Paul Leroy

"Senhores é preciso falar abertamente que as raças superiores tem o dever de civilizar as raças inferiores."
J. Ferry

"Não vamos deixar a África para os pigmeus, quando uma raça superior se está multiplicando... Esses indígenas estão destinados a serem dominados por nós... O indígena deve ser tratado como uma criança, e o direito eleitoral lhe é proibido pelas mesmas razões do álcool."
Cedil Rhodes

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Texto resumo
Atividades

Na Estante:
Interpretações clássicas do imperialismo
Eduardo Barros Mariutti
Partindo do modo como se estabelece a relação entre imperialismo e capitalismo, o artigo discute as principais características do debate “clássico” sobre o imperialismo, situando as interpretações no contexto em que foram produzidas, mas com vistas a destacar os pontos de maior interesse para o debate contemporâneo. 

O “novo imperialismo”: ajustes espaço-temporais e acumulação por desapossamento?
 David Harvey
Processos predatórios de desapossamento, com diversos recursos à violência, o que passa pela intervenção estatal, longe de se restringirem a um momento encerrado na pré-história do capitalismo, constituem, ao lado da reprodução ampliada, um dos eixos fundamentais da expansão deste modo de produção e seu exame é imprescindível para a compreensão do “novo imperialismo”. 

“Globalização”: a nova face do velho imperialismo 
José Rubens Mascarenhas de Almeida
O texto pretende contribuir para o estudo das relações capitalistas espraiadas na periferia do sistema e suas conseqüências econômicas e sócio-políticas a partir dos anos 70 do século XX. Para tanto, examina-se a essência das políticas neoconservadoras postas em prática pelo capital financeiro a partir da atual crise sistêmica e seus conseqüentes reajustes. Duas hipóteses centrais e complementares orientam o exame desses objetos: a ‘globalização’ enquanto elemento de retórica do discurso ideológico dominante e o processo de transnacionalização enquanto reprodutor histórico de assimetrias como forma de dominação característica do fenômeno imperialista clássico. 

Imperdível: Queimada [Quemada / Burn]. Dir.: Gillo Pontecorvo. ITA/FRA, 1969. Com Marlon Brando e Evaristo Marquex.
"Queimada é um filme histórico exemplar. Esse gênero, na maioria dos casos, se preocupa muito com figurinos, com a exatidão factual (como se ela fosse um dado evidente), com a escolha de atores que sejam parecidos, no físico, aos personagens reais que representam, etc. Buscam, no melhor dos casos, a verossimilhança a todo preço, e esta costuma ser pensada em termos acadêmicos. Daí o cheiro de mofo que se desprende da maioria deles.
Pontecorvo, ao contrário, subverte essa equação museológica. Trata a sua história com senso de espetáculo, mas ambienta a trama numa ilha que não existe de verdade e põe em cena personagens saídos de sua imaginação. O que há de real – e de bem real no caso – é o processo que ele analisa e desmonta. Em Queimada está em cena não uma representação de fatos históricos, mas o próprio modo de funcionamento da História." (Luiz Zanin)


Título do post: Do poema "The White Man's Burden" escrito pelo poeta inglês Rudyard Kipling (1899).
Imagem que ilustra o post: O “Colosso de Rhodes” - Charge com o colonizador britânico Cecil John Rhodes (1853 —1902) e seu projeto de construção de uma estrada de ferro que ligaria o Cairo, no Egito, ao Cabo, na África do Sul, nunca realizado.